[Reflexão] O Estado vai quebrar – pare de se preocupar com ele

Atenção: Este texto é um post muito, mas muito, mas muuuito longo, então pense bem antes de ler. na verdade ele é um recorte de vários sites, não coloquei a fonte, mas procurando no google granto que você acha bem fácil.

A Bíblia foi escrita num período de cerca de 1.600 anos. Sua história e profecias estão relacionadas a sete potências mundiais: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma (tanto a fase política quanto a religiosa) e, por último, a potência Norte-Americana (EUA)

Em 1987, o historiador inglês Paul Kennedy publicou um livro intitulado The Rise and Fall of the Great Powers (Ascensão e queda das grandes potências), que deveria ser lido pelas autoridades que comandam o nosso país.

Ali, Kennedy demonstra, à saciedade, como as nações, entre 1500 e fins do século XX, cometeram os mesmos percursos de erros e acertos em sua marcha ascendente e declínio. Austeridade nos gastos, valorização do conhecimento e do trabalho e convivência pacífica foram as práticas que estiveram na base de todas as nações que conheceram a prosperidade, no período considerado. Quando alcançaram o apogeu, essas nações, sempre sob a tutela de medidas populistas de inspiração irresponsável, decidiram impor o seu mando, passando a agigantar suas estruturas militares para impor sua arrogância em seu espaço geopolítico, com o propósito de submeter vizinhos e parceiros de ontem.

Passando o aparato militar como a primeira das prioridades, tudo deveria ser sacrificado, no todo ou em parte, para a realização desse novo desideratum, inclusive os fatores responsáveis pelo aumento e consolidação da pujança nacional.

Todos os países estudados – Espanha, Portugal, Inglaterra, França, Prússia, Hungria, Rússia, Áustria e Alemanha -, começaram a cair, dentre outros motivos, quando se dedicaram à expansão militar dominadora.

Você já deve ter ouvido alguma vez o termo “Too Big to Fail” (Grande demais para falhar). Este termo descreve a ideia de que um negócio se tornou tão grande que um governo irá fornecer assistência para evitar o seu fracasso, uma vez que a falha terá um efeito cascata desastroso em toda a d.C.onomia. Este conceito costuma ser aplicado não somente à grandes empresas, mas à grandes nações como os EUA.
O fato é que muitos acreditam, erroneamente, que pelo Estado ser grande, ele será eterno. Ledo engano, nada mais longe da verdade. Quando olhamos para a história, vemos que todos os grandes impérios mundiais que já existiram ruíram basicamente pelas mesmas razões.

Vamos começar com o Egito.

O sucesso da antiga civilização egípcia deve-se à sua capacidade de se adaptar às condições do Vale do Nilo. A inundação previsível e a irrigação controlada do vale fértil produziam colheitas excedentárias, o que alimentou o desenvolvimento social e cultural. Com recursos excedentários, o governo patrocinou a exploração mineral do vale e nas regiões do deserto ao redor, o desenvolvimento inicial de um sistema de escrita independente, a organização de construções coletivas e projetos de agricultura, o comércio com regiões vizinhas, e campanhas militares para derrotar os inimigos estrangeiros e afirmar o domínio egípcio. Motivar e organizar estas atividades foi uma tarefa burocrática dos escribas de elite, dos líderes religiosos, e dos administradores sob o controle de um faraó que garantiu a cooperação e a unidade do povo egípcio, no âmbito de um elaborado sistema de crenças religiosas.[Wikipédia]

FAMOSO por suas pirâmides e pelo rio Nilo, o Egito foi a primeira potência mundial da história bíblica. Sob seu domínio foi formada a nação de Israel. Moisés, que escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, nasceu e foi educado no Egito. Será que a arqueologia e a História confirmam o que Moisés escreveu sobre aquela antiga nação? Analise alguns exemplos.

História confiável

Títulos e termos.

A evidência de exatidão histórica costuma ser revelada nos detalhes: costumes, etiqueta, nomes e títulos de funcionários, e assim por diante. Como os dois primeiros livros da Bíblia, Gênesis e Êxodo, se saem nesse sentido? A respeito da narrativa de Gênesis sobre José — um dos filhos do patriarca Jacó — e do livro bíblico de Êxodo, J. Garrow Duncan diz em seu livro New Light on Hebrew Origins (Nova Luz sobre as Origens Hebraicas): “[O escritor bíblico] estava bem familiarizado com o idioma, os costumes, as crenças, a vida na corte, a etiqueta e a burocracia do Egito.” Ele acrescenta: “[O escritor] utiliza o título vigente correto, exatamente conforme era usado no período mencionado. . . . De fato, não há prova mais convincente do profundo conhecimento da vida egípcia no Velho Testamento e da confiabilidade dos escritores do que o uso da palavra faraó em diferentes períodos.” Duncan também diz: “Quando [o escritor] descreve os personagens na presença do Faraó, ele os retrata seguindo a devida etiqueta da corte e usando o linguajar apropriado.”

Fabricação de tijolos.

Durante o período de escravidão no Egito, os israelitas faziam tijolos de barro misturado com palha, que servia para dar liga. (Êxodo 1:14; 5:6-18) * Alguns anos atrás, o livro Ancient Egyptian Materials and Industries (Materiais e Indústrias do Egito Antigo) dizia: “Poucos países têm fabricado mais tijolos do que o Egito, onde tijolos secos ao sol continuam sendo, como sempre foram, o material de construção típico do país.” O livro também menciona “a prática egípcia de usar palha para fazer tijolos”, confirmando  assim esse detalhe adicional registrado na Bíblia.

Aparência pessoal.

Os homens hebreus da antiguidade usavam barba. Mas a Bíblia diz que José se barbeou antes de comparecer perante Faraó. (Gênesis 41:14) Por que ele fez isso? Em respeito à etiqueta e aos costumes egípcios, que consideravam pelos no rosto um sinal de impureza. “[Os egípcios] se orgulhavam de não ter barba”, comenta o livro Everyday Life in Ancient Egypt (O Cotidiano no Egito Antigo). De fato, estojos com lâminas, pinças e espelhos foram encontrados em túmulos. Fica claro que Moisés era um cronista meticuloso. O mesmo pode ser dito de outros escritores bíblicos que documentaram eventos relacionados ao Egito antigo.

Negócios.

Jeremias, que escreveu os dois livros dos Reis, deu detalhes sobre o comércio de cavalos e carros entre o Rei Salomão e os egípcios e hititas. A Bíblia diz que um carro custava “seiscentas moedas de prata e um cavalo . . . cento e cinquenta”, ou seja, 25% do preço de um carro. — 1 Reis 10:29.

Segundo o livro Archaeology and the Religion of Israel (Arqueologia e a Religião de Israel), o historiador grego Heródoto e descobertas arqueológicas confirmam que existia um comércio intenso de cavalos e carros durante o reinado de Salomão. De fato, “havia uma taxa de câmbio estabelecida de quatro . . . cavalos para um carro egípcio”, diz o livro, comprovando os valores mencionados na Bíblia.

Guerras.

Jeremias e Esdras também mencionam a invasão de Judá pelo Faraó Sisaque, dizendo especificamente que isso ocorreu “no quinto ano do Rei Roboão [de Judá]”, ou seja, em 993 a.C.. (1 Reis 14:25-28; 2 Crônicas 12:1-12) Por muito tempo, o único registro dessa invasão era o mencionado na Bíblia. Então, foi descoberto um relevo numa parede de um templo egípcio em Karnak (antiga Tebas).

O relevo retrata Sisaque, diante do deus Amom, com o braço erguido golpeando prisioneiros de guerra. Nele também está registrado o nome das cidades israelitas conquistadas, muitas das quais correspondem a lugares mencionados na Bíblia. Além disso, o documento cita “O Campo de Abrão” — a referência mais antiga ao patriarca bíblico Abraão em registros egípcios. — Gênesis 25:7-10.

 Assim, fica claro que os escritores bíblicos registraram fatos, não ficção. Sabendo que prestariam contas a Deus, escreveram a verdade, mesmo quando isso envolvia revelar fatos vergonhosos — como no caso das vitórias de Sisaque em Judá. Essa franqueza é bem diferente das crônicas enfeitadas e exageradas dos escribas do Egito antigo, que se recusavam a registrar qualquer coisa negativa sobre seus governantes ou povo.

Profecias confiáveis

Somente Deus, o Autor da Bíblia, pode prever o futuro com precisão. Note, por exemplo, o que ele inspirou Jeremias a predizer sobre duas cidades egípcias: Mênfis e Tebas. Mênfis, ou Nofe, foi no passado um destacado centro comercial, político e religioso. Mesmo assim, Deus disse: “A própria Nofe tornar-se-á mero assombro e será realmente incendiada, de modo a ficar sem habitante.” (Jeremias 46:19) E foi isso mesmo que aconteceu. O livro In the Steps of Moses the Lawgiver (Nos Passos de Moisés — o Legislador) diz que “as ruínas gigantescas de Mênfis” foram saqueadas por conquistadores árabes, que usaram os destroços em suas construções. Ele acrescenta que hoje “dentro do perímetro da cidade antiga não sobressai nenhuma pedra acima do solo escuro”.

Tebas, antes chamada Nô-Amom ou apenas Nô, e seus deuses inúteis tiveram um fim similar. Sobre essa cidade, que havia sido capital do Egito e o principal centro de adoração do deus Amom, Deus disse: “Eis que volto a minha atenção para Amom . . . e para Faraó, e para o Egito, e para os seus deuses . . . E vou entregá-los. . . na mão de Nabucodorosor, rei de Babilônia.” (Jeremias 46:25, 26) Conforme profetizado, esse rei babilônio conquistou o Egito e a importante cidade de Nô-Amom. Em 525 a.C, a cidade sofreu outro ataque, dessa vez às mãos do rei persa Cambises II. Daí em diante, sua decadência foi constante até que por fim foi completamente destruída pelos romanos. Sem dúvida, por causa de suas profecias exatas, a Bíblia é um livro incomparável. Isso nos dá confiança de que suas predições sobre o nosso futuro também se cumprirão.

Uma esperança confiável

A primeira profecia registrada na Bíblia foi escrita por Moisés na época em que o Egito era a potência mundial. * Ela está em  Gênesis 3:15 e declara que Deus produziria um “descendente” que esmagaria Satanás e seu “descendente”, isto é, todos os que seguem os modos perversos do Diabo. (João 8:44; 1 João 3:8) Com o tempo, ficou provado que a parte principal do “descendente” de Deus era o Messias, Jesus Cristo. — Lucas 2:9-14.

O reinado de Cristo abrangerá a Terra inteira, e ele removerá dela toda a maldade e os opressivos governos humanos. Nunca mais ‘homem dominará homem para seu prejuízo’. (Eclesiastes 8:9) Além disso, igual a Josué, que liderou Israel até a Terra Prometida, Jesus conduzirá em segurança “uma grande multidão” de humanos fiéis a uma “Terra Prometida” sem comparação — uma Terra purificada que será transformada num paraíso global. — Revelação (Apocalipse) 7:9, 10, 14, 17; Lucas 23:43.

Essa esperança maravilhosa nos lembra de outra profecia registrada na época do Egito antigo. Ela está em Jó 33:24, 25 e diz que Deus libertará os humanos até mesmo da “cova”, ou sepultura, por meio da ressurreição. Assim, além dos que serão poupados da futura destruição dos perversos, muitos milhões que já morreram voltarão a viver com a perspectiva de vida eterna no Paraíso na Terra. (Atos 24:15) “A tenda de Deus está com a humanidade”, diz Revelação 21:3, 4. “[Ele] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.”

Profecias e história confiáveis — esse assunto continuará sendo analisado no próximo artigo desta série, que se concentrará na Assíria antiga, a potência mundial que sucedeu o Egito.


Agora os assírios:

É PROVÁVEL que a simples menção do nome Assíria deixasse as pessoas no Oriente Médio antigo apavoradas. Segundo o livro bíblico de Jonas, quando esse profeta recebeu uma designação de Deus para pregar uma mensagem de julgamento na capital assíria, Nínive, ele fugiu na direção oposta. (Jonas 1:1-3) Ele talvez tenha agido assim por causa da terrível reputação que os assírios tinham.

1. Touro alado assírio; 2. Um mapa do Império Assírio

Touro alado: Foto tirada por cortesia do Museu Britânico

História confiável

O profeta bíblico Naum descreveu Nínive como “guarida dos leões” e “cidade de derramamento de sangue”. Ele acrescentou: “A presa não se afasta! Há o som do chicote e o ruído do sacolejo da roda, e o cavalo galopante e o carro saltante. O cavaleiro montado, e a chama da espada, e o raio da lança, e a multidão dos que foram mortos, e a massa  pesada de cadáveres; e não há fim de corpos mortos. Estão tropeçando entre os seus corpos mortos.” (Naum 2:11; 3:1-3) Será que os registros históricos apoiam a descrição bíblica da Assíria antiga?

O livro Light From the Ancient Past (Luz do Passado Remoto) chama a Assíria de “implacável máquina de guerra cuja intimidação proposital era o terror de seus inimigos”. O trecho a seguir são as palavras de um rei assírio, Asurnasirpal II, se vangloriando do tratamento que dava aos que se opunham a ele:

Relevo em pedra assírio

Foto tirada por cortesia do Museu Britânico

Relevo em pedra que mostra prisioneiros sendo esfolados vivos

“Construí um pilar em frente do portão de sua cidade e esfolei todos os chefes que se haviam revoltado, e recobri o pilar com sua pele; a alguns emparedei dentro do pilar, a alguns empalei em estacas sobre o pilar, . . . e cortei os membros dos oficiais, dos oficiais reais que se haviam rebelado. . . . A muitos cativos dentre eles queimei no fogo, e a muitos levei como cativos vivos.” Quando arqueólogos escavaram palácios reais da Assíria, encontraram as paredes decoradas com cenas do horrível tratamento que era infligido aos cativos.

No ano 740 a.C., a Assíria conquistou Samaria, capital do reino de Israel, ao norte, e levou seu povo ao exílio. Oito anos depois, a Assíria invadiu Judá. * (2 Reis 18:13) O rei assírio Senaqueribe exigiu do rei judeu Ezequias um tributo de 30 talentos de ouro e 300 talentos de prata. A Bíblia diz que esse tributo foi pago. Mesmo assim, Senaqueribe insistiu que a capital de Judá, Jerusalém, também se rendesse incondicionalmente a ele. — 2 Reis 18:9-17, 28-31.

Um prisma de pedra contendo expressões soberbas de Senaqueribe

Foto tirada por cortesia do Museu Britânico

Prisma contendo expressões soberbas de Senaqueribe sobre sua invasão de Judá

Em Nínive, arqueólogos encontraram um prisma hexagonal de argila descrevendo os mesmos eventos narrados nos anais de Senaqueribe. Nesse texto, o rei assírio se vangloriou: “Quanto a Ezequias, o judeu, ele não se submeteu ao meu jugo, eu sitiei 46 de suas cidades fortes, fortificações muradas e inúmeras aldeias pequenas na sua vizinhança, e conquistei(-as) . . . A ele mesmo [Ezequias] fiz prisioneiro em Jerusalém, sua residência real, como a um pássaro numa gaiola.” Daí, Senaqueribe afirma que Ezequias lhe enviou “30 talentos de ouro, 800 talentos de prata, pedras preciosas, . . . (e) todas as espécies de tesouros valiosos”, exagerando o número de talentos de prata que ele de fato recebeu.

Mas note que Senaqueribe não afirma ter conquistado Jerusalém. Na realidade, ele não diz nada sobre a derrota esmagadora que seu exército sofreu por causa da intervenção de Deus. Segundo a Bíblia, o anjo de Deus matou 185 mil soldados assírios numa noite. (2 Reis 19:35, 36) No entanto, comentando sobre isso, o erudito Jack Finegan disse: “Em vista do tom geral de jactância que permeia as inscrições dos reis assírios, . . . dificilmente se esperaria que Senaqueribe registrasse tal derrota.”

Profecias confiáveis

Cerca de cem anos antes da queda do Império Assírio, Isaías disse que Deus chamaria esses conquistadores orgulhosos para prestar contas pelo modo insolente  como haviam tratado seu povo. “Ajustarei contas pelos frutos da insolência do coração do rei da Assíria e pela vanglória do seu enaltecimento de olhos”, disse Deus. (Isaías 10:12) Além disso, Naum, profeta de Deus, predisse que Nínive seria saqueada, seus portões ficariam abertos para os inimigos e seus guardas fugiriam. (Naum 2:8, 9; 3:7, 13, 17, 19) O profeta bíblico Sofonias escreveu que a cidade se tornaria “um baldio desolado”. — Sofonias 2:13-15.

Essas profecias de destruição se cumpriram em 632 a.C.. Foi nesse ano que Nínive foi derrotada pelas forças combinadas dos babilônios e dos medos, trazendo um fim humilhante ao Império Assírio. Uma crônica babilônica sobre esse acontecimento diz que os conquistadores “levaram o grande despojo da cidade e do templo” e transformaram Nínive “num montão de ruínas”. Hoje, o lugar desolado onde ficava Nínive é marcado por pilhas de ruínas na margem leste do rio Tigre, do outro lado da cidade de Mossul, no Iraque.

A destruição da Assíria também contribuiu para o cumprimento de outra profecia bíblica. Antes, no ano 740 a.C., a Assíria levou o reino de dez tribos ao exílio. Por volta dessa mesma época, Isaías, profeta de Deus, predisse que Deus iria “destroçar o assírio”, “calcá-lo” e trazer Israel de volta à sua terra natal. Isaías escreveu: “O restante do seu povo, que remanescerá da Assíria . . . , [Deus] reunirá.” Foi exatamente isso o que aconteceu — cerca de 200 anos mais tarde! — Isaías 11:11, 12; 14:25.

Uma promessa confiável

Muito antes da queda da cidade de Nínive, enquanto seus reis ainda aterrorizavam seus inimigos, Isaías predisse o aparecimento de um tipo de governante que seria totalmente diferente. Ele escreveu: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado . . . Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido. O próprio zelo de Deus dos exércitos fará isso.” — Isaías 9:6, 7.

O governo do “Príncipe da Paz”, Jesus Cristo, abrangerá a Terra inteira. O Salmo 72:7, 8 promete: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.”

Por meio desse poderoso “Príncipe da Paz”, Deus vai cumprir a promessa registrada no Salmo 46:8, 9: “Vinde, observai as atividades de Deus, como ele tem posto eventos assombrosos na terra. Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças ele queima no fogo.”

Mesmo antes do cumprimento dessa profecia bíblica, os cristãos realizam um programa de educação bíblica que ensina as pessoas a serem pacíficas, como Jesus fez. Mas será Deus, não esforços humanos, quem cumprirá a profecia bíblica registrada em Isaías 2:4: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Em contraste com isso, hoje, o mundo e seus governantes gastam 1 trilhão de dólares por ano em empreendimentos militares.

Por causa da exatidão de sua história e de suas profecias, a Bíblia é um livro incomparável. Isso mostra aos que procuram sinceramente a verdade que a Bíblia é mesmo um livro que merece a nossa confiança. No próximo artigo desta série, consideraremos a Babilônia antiga, capital do terceiro grande império da história bíblica.


Prosseguindo, com a Babilônia:

LOCALIZADA numa planície fértil uns 80 quilômetros ao sul da atual Bagdá, a antiga Babilônia era uma cidade muito impressionante. Com imponentes muralhas duplas e cercada por um fosso, parecia impossível invadi-la. Era famosa por seus jardins suspensos e templos majestosos com suas torres. Sem dúvida, foi uma das cidades mais grandiosas da antiguidade.

Uma pintura da época da antiga Babilônia
Pintura retratando a antiga cidade de Babilônia

Na Bíblia, ela é chamada de “Senhora de Reinos” e era a capital da terceira potência mundial da história bíblica. (Isaías 47:5) Assim como as duas potências anteriores, o Egito e a Assíria, o Império Babilônico desempenhou um papel importante na história bíblica, tornando possível comparar o que as Escrituras dizem sobre ela com o que fontes seculares afirmam.

História confiável

O livro bíblico de Daniel conta que um homem chamado Belsazar foi rei em Babilônia. (Daniel 5:1) No entanto, algumas fontes seculares diziam que Belsazar, embora poderoso,  nunca tinha sido rei. Será que a Bíblia estava errada? Arqueólogos descobriram vários cilindros de argila nas ruínas de Ur, na Mesopotâmia. A inscrição cuneiforme em um dos cilindros incluía uma oração feita pelo rei babilônio Nabonido a favor de “Bel-sar-ussur [também conhecido como Belsazar], meu filho mais velho”. Descobertas posteriores confirmaram que Belsazar tinha “atuado como regente durante mais da metade do reinado de seu pai”, diz o New Bible Dictionary, “nesse tempo ele tinha basicamente a mesma autoridade que o rei”.

A História também mostra que a antiga Babilônia era uma cidade muito religiosa, repleta de astrologia e adivinhação. Por exemplo, Ezequiel 21:21 diz que o rei de Babilônia recorreu à adivinhação para decidir se atacaria Jerusalém. O rei “examinou o fígado”, diz a Bíblia. Por que o fígado? Os babilônios usavam esse órgão de animais sacrificados em busca de presságios, ou predições. Segundo o livro Mesopotamian Astrology (Astrologia Mesopotâmica), arqueólogos encontraram em apenas um local na antiga Babilônia “32 fígados [de argila], todos eles contendo inscrições” de presságios.

O renomado arqueólogo Nelson Glueck comentou certa vez: “Passei 30 anos trabalhando em escavações com a Bíblia numa mão e uma pequena pá na outra e, do ponto de vista histórico, nunca encontrei um detalhe em que a Bíblia estivesse errada.”

“Passei 30 anos trabalhando em escavações . . . e, do ponto de vista histórico, nunca encontrei um detalhe em que a Bíblia estivesse errada.” — Nelson Glueck

Profecias confiáveis

Como você reagiria se alguém lhe dissesse que uma grande capital — como Pequim, Moscou ou Washington, DC — se tornaria um lugar devastado e desabitado? Você teria todos os motivos para duvidar. Mas foi isso que aconteceu com a antiga Babilônia. Com uns 200 anos de antecedência, por volta de 732 a.C., Deus inspirou o profeta hebreu Isaías a registrar uma profecia sobre o fim da poderosa Babilônia. Ele escreveu: “Babilônia, ornato dos reinos, . . . terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração.” — Isaías 13:19, 20.

Mas por que Deus profetizaria a destruição de Babilônia? Em 607 a.C., os exércitos babilônicos destruíram Jerusalém e levaram os sobreviventes a Babilônia, onde receberam um tratamento cruel. (Salmo 137:8, 9) Deus predisse que seu povo teria de suportar esse tipo de tratamento por 70 anos em consequência de suas ações ruins. Depois desse período, Deus os libertaria e permitiria que voltassem à sua terra natal. — Jeremias 25:11; 29:10.

Em cumprimento da Palavra profética de Deus, a cidade de Babilônia, que parecia invencível, foi derrotada pelos exércitos medo-persas em 539 a.C. — justamente quando o exílio de  70 anos de Judá estava para terminar. Com o tempo, Babilônia se tornou um monte de ruínas — exatamente como havia sido profetizado. Nenhum humano poderia predizer uma façanha assim. Sem dúvida, a capacidade de profetizar, ou predizer o futuro, deixa bem claro que nenhum deus se compara ao Autor da Bíblia: o Deus verdadeiro, Deus. — Isaías 46:9, 10.

Uma esperança confiável

Outra profecia está tendo um cumprimento incrível em nossos dias. A profecia tem a ver com o antigo Rei Nabucodonosor de Babilônia e um sonho que ele teve sobre uma estátua gigantesca. O corpo estava dividido em cinco partes: cabeça, peito e braços, ventre e coxas, pernas e pés — cada uma delas formada de um material diferente. (Daniel 2:31-33) Essas partes representavam uma sucessão de governos, ou reinos, que começou com Babilônia e continua até a Potência Mundial Anglo-Americana, a sétima da história bíblica. — Daniel 2:36-41.

Daniel revela que houve uma mudança significativa no material dos pés da estátua. Como assim? Em vez de metal puro, os pés eram formados por uma mistura de ferro e argila úmida. Explicando seu significado, Daniel disse a Nabucodonosor: “Quanto ao que viste o ferro misturado com argila úmida, virão a estar misturados com a descendência da  humanidade; porém, não mostrarão estar apegados um ao outro, do mesmo modo como o ferro não se mistura com argila modelada.” (Daniel 2:43) A mistura de ferro e argila resulta numa combinação frágil; não há como ficarem “apegados um ao outro”. É impressionante a exatidão dessa descrição sobre o mundo politicamente dividido de hoje.

Daniel também revelou outro acontecimento significativo. Em seu sonho, o Rei Nabucodonosor viu uma pedra que foi cortada de um grande monte. Essa pedra foi erguida e “golpeou a estátua nos seus pés de ferro e de argila modelada, e os esmiuçou”. (Daniel 2:34) O que isso significa? O próprio Daniel responde: “Nos dias daqueles reis [durante o período da última potência mundial] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” (Daniel 2:44) Essa profecia apontava para um Reino diferente de qualquer outro governo conhecido pela humanidade. Seu Rei é Jesus Cristo, o Messias. Conforme mencionado nos artigos anteriores desta série, Jesus esmiuçará, ou seja, destruirá completamente a Satanás e todos os seus seguidores, tanto humanos como espirituais, trazendo assim paz e harmonia universal. — 1 Coríntios 15:25.

AS RUÍNAS de palácios e túmulos reais dão apenas uma ideia do esplendor, do poderio e da riqueza do antigo império duplo formado pela Média e Pérsia. Antes da fusão dessas duas nações, a Média era o reino dominante. Mas, em 550 a.C., os medos ficaram sob o controle do rei persa Ciro II, que passou a governar o reino da Medo-Pérsia. Centralizado na região norte do golfo Pérsico, esse vasto império chegou a abranger um território que ia do mar Egeu até o Egito e o noroeste da Índia, incluindo a Judeia.

A Medo-Pérsia reinou sobre a nação judaica por mais de 200 anos — desde a derrota de Babilônia em 539 a.C. até que a própria Medo-Pérsia foi derrotada pelos gregos em 331 a.C.. Muitos livros bíblicos comentam os eventos importantes que ocorreram naquela época.

História confiável

A Bíblia conta que o Rei Ciro II libertou os judeus que eram cativos em Babilônia, permitindo seu retorno a Jerusalém e a reconstrução do templo de Deus, que havia sido destruído em 607 a.C. pelos babilônios. (Esdras 1:1-7; 6:3-5) Um documento de argila conhecido como Cilindro de Ciro, descoberto em 1879 nas ruínas da antiga Babilônia, confirma esse relato. A inscrição identifica Ciro por nome e descreve sua política de permitir que povos capturados voltassem para seus países de origem com seus objetos religiosos. O escritor bíblico Isaías registrou as seguintes palavras proféticas de Deus sobre Ciro: “‘Executará completamente tudo aquilo em que me agrado’; dizendo eu de Jerusalém: ‘Ela será reconstruída’, e do templo: ‘Lançar-se-á teu alicerce.’” — Isaías 44:28.

De fato, Ciro ordenou que os fundos para a reconstrução do templo fossem pagos “pela  casa do rei”, diz Esdras 6:3, 4. Essas palavras estão de acordo com a História. “Os reis persas tinham uma política consistente de ajudar a restaurar santuários em seu império”, diz o livro Persia and the Bible (A Pérsia e a Bíblia).

A Bíblia conta que, mais tarde, inimigos dos judeus escreveram a Dario, o Grande (também chamado de Dario I), contestando a afirmação dos judeus de que Ciro havia autorizado a reconstrução do templo. Dario ordenou que fosse feita uma procura pelo decreto original. O resultado? Um rolo foi encontrado em d.C.bátana, capital da Média, contendo o decreto de Ciro. Em resposta, Dario escreveu: “Eu, Dario, dou deveras a ordem. Seja executada prontamente [a reconstrução do templo].” Daí, acabou a oposição à obra. * — Esdras 6:2, 7, 12, 13.

A História confirma esses detalhes. Em primeiro lugar, d.C.bátana era a residência de verão de Ciro, e pode ser que ele tenha emitido esse decreto dali. Além disso, descobertas arqueológicas mostram que os reis medo-persas tinham muito interesse nos assuntos religiosos dentro de seu domínio e escreviam cartas para resolver disputas.

Profecias confiáveis

Em um sonho inspirado por Deus, o profeta Daniel viu quatros feras saindo do mar em sequência, cada uma representando uma potência mundial. A primeira fera, um leão com asas, representava Babilônia. A segunda era “semelhante a um urso”. O relato continua: “E dizia-se-lhe o seguinte: ‘Levanta-te, come muita carne.’” (Daniel 7:5) Esse urso amedrontador representava a Medo-Pérsia.

Em cumprimento da profecia de Daniel, a Medo-Pérsia mostrou um apetite insaciável por conquistas. Pouco tempo após a visão de Daniel, Ciro derrotou os medos e guerreou contra os reinos de Lídia e Babilônia. Seu filho Cambises II conquistou o Egito. Mais tarde, os governantes medo-persas expandiram o império ainda mais.

Como podemos ter certeza de que essa interpretação é verdadeira? Numa outra visão relacionada com esse assunto, Daniel viu um carneiro “dar marradas para o oeste, e para o norte, e para o sul”. A profecia foi cumprida quando a Medo-Pérsia deu “marradas” contra outras nações, incluindo a poderosa Babilônia. Um anjo de Deus interpretou essa visão, dizendo a Daniel: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia.” — Daniel 8:3, 4, 20.

Além disso, uns 200 anos antes da derrota de Babilônia, o profeta Isaías predisse tanto o nome do rei persa que a conquistaria — que nem tinha nascido — como a estratégia usada. Isaías escreveu: “Assim disse Deus ao seu  ungido, a Ciro, cuja direita tomei para sujeitar diante dele nações, . . . para abrir diante dele as portas duplas, de modo que nem mesmo os portões se fecharão.” (Isaías 45:1) Isaías e Jeremias predisseram que os “rios” de Babilônia, ou canais alimentados pelo rio Eufrates, que serviam como um fosso de proteção, se secariam. (Isaías 44:27; Jeremias 50:38) Os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte confirmam a exatidão profética da Bíblia, incluindo o fato de que os babilônios estavam se divertindo na mesma noite em que Ciro conquistou a cidade. (Isaías 21:5, 9; Daniel 5:1-4, 30) Após desviar o rio Eufrates, os exércitos de Ciro entraram na cidade pelos portões abertos próximos ao rio, encontrando pouca resistência. Em uma noite a poderosa Babilônia caiu!

Túmulo de Ciro

Túmulo de Ciro: © Richard Ashworth/age fotostock

O túmulo de Ciro ainda pode ser visto nas ruínas da antiga Pasárgada, hoje Irã

Esse fato, por sua vez, levou ao cumprimento incrível de outra profecia. O profeta Jeremias havia predito que o povo de Deus ficaria exilado em Babilônia por 70 anos. (Jeremias 25:11, 12; 29:10) Essa profecia se cumpriu na hora certa, e os exilados puderam voltar à sua terra natal.

Uma esperança confiável

Pouco depois da conquista de Babilônia pela Medo-Pérsia, Daniel registrou uma profecia que ajuda a entender um acontecimento muito importante no cumprimento do propósito de Deus para a humanidade. O anjo Gabriel informou Daniel exatamente quando o Messias — o “descendente” prometido em Gênesis 3:15 — apareceria! O anjo de Deus disse: “Desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas”, um total de 69 semanas. (Daniel 9:25) Quando começou esse período profético?

Apesar de Ciro ter permitido que os judeus retornassem ao seu país logo após a queda de Babilônia, muitos anos se passaram, e Jerusalém e suas muralhas ainda não haviam sido reconstruídas. Em 457 a.C., o Rei Artaxerxes deu permissão para seu copeiro judeu Neemias voltar a Jerusalém e liderar a obra de reconstrução. (Neemias 2:1-6) Foi então que começaram as 69 semanas.

Mas essas semanas não eram semanas literais de sete dias, mas de anos. É por isso que algumas traduções da Bíblia vertem a expressão “semanas” por “semanas de anos”. * (Daniel 9:24, 25) O Messias apareceria após um período de 69 “semanas” de sete anos cada — um total de 483 anos. A profecia se cumpriu em 27 d.C. quando Jesus foi batizado, exatamente 483 anos depois de 455 a.C.. *

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O cumprimento exato da profecia de Daniel é mais uma das muitas evidências que confirmam a identidade de Jesus. Essa evidência também fortalece nossa esperança para o futuro. Jesus, o Rei do Reino de Deus, vai acabar com o domínio cruel do homem. Depois disso, ele cumprirá muitas profecias bíblicas, incluindo aquelas que falam que os mortos serão ressuscitados para viver eternamente no Paraíso na Terra. — Daniel 12:2; João 5:28, 29; Revelação (Apocalipse) 21:3-5.


Agora, com a grécia:

NO QUARTO século a.C., um jovem macedônio chamado Alexandre projetou a Grécia * no cenário mundial. Na realidade, ele levou a Grécia a se tornar a quinta potência mundial na história bíblica e, com o tempo, ficou conhecido como Alexandre, o Grande. Os impérios anteriores foram o Egito, a Assíria, Babilônia e a Medo-Pérsia.

Após a morte de Alexandre, seu império foi fragmentado e começou a enfraquecer. Mas a influência da Grécia em termos de cultura, idioma, religião e filosofia duraram muito tempo após o fim do império.

Com uns 200 anos de antecedência, a profecia bíblica apontava para Alexandre, o Grande

História confiável

O registro bíblico não menciona nenhum profeta de Deus durante a época da supremacia grega. Também nenhum livro bíblico inspirado foi escrito nesse período. No entanto, a Grécia aparece nas profecias bíblicas. Além disso, as Escrituras Gregas Cristãs, em geral chamadas de Novo Testamento, fazem várias referências à influência grega. Por exemplo, havia um grupo de dez cidades helenísticas — a maioria das quais ficava em Israel — chamado Decápolis, que se origina de uma palavra grega que significa “dez cidades”. (Mateus 4:25; Marcos 5:20; 7:31) A Bíblia menciona essa região algumas vezes, e sua existência é comprovada pela História e por impressionantes ruínas de teatros, anfiteatros, templos e salas de banho.

 A Bíblia também faz muitas referências à religião e cultura grega, em especial no livro de Atos, escrito pelo médico Lucas. Veja alguns exemplos:

Ao descrever eventos que ocorreram durante a visita do apóstolo Paulo a Atenas em 50 d.C, a Bíblia diz que a cidade estava “cheia de ídolos”. (Atos 17:16) Provas históricas confirmam que Atenas e os bairros residenciais em seus arredores estavam cheios de santuários e ídolos religiosos.

Atos 17:21 diz que “todos os atenienses e os estrangeiros residentes temporariamente ali gastavam seu tempo de folga em nada mais do que em contar algo ou escutar algo novo”. Os escritos de Tucídides e Demóstenes comprovam o interesse dos atenienses em conversas e debates.

A Bíblia declara de modo específico que ‘filósofos epicureus bem como estoicos passaram a conversar com Paulo polemicamente’, e que até o levaram para o Areópago para ouvirem mais sobre o que ele tinha a dizer. (Atos 17:18, 19) Atenas era conhecida por seus muitos filósofos, incluindo os epicureus e os estoicos.

Um altar para um deus desconhecido, Grécia

Altar dedicado a um deus desconhecido

Paulo se refere a uma inscrição num altar ateniense que dizia: “A um Deus Desconhecido.” (Atos 17:23) Altares dedicados “a um deus desconhecido” provavelmente foram construídos por Epimênides, de Creta.

Em seu discurso aos atenienses, Paulo citou as palavras “pois nós também somos progênie dele”, não as atribuindo a um único poeta, mas a “certos dos poetas entre vós”. (Atos 17:28) Tudo indica que esses poetas gregos eram Arato e Cleanto.

Com bons motivos, certo erudito concluiu: “Quando leio o relato sobre a visita de Paulo a Atenas, percebo evidências de que foi escrito por alguém que presenciou a situação.” O mesmo pode ser dito da descrição da Bíblia sobre os episódios de Paulo em Éfeso, na Ásia Menor. No primeiro século d.C., essa cidade ainda se mantinha apegada à religião grega pagã, em especial à adoração da deusa Ártemis.

Uma estátua da deusa efésia Ártemis

Estátua da deusa efésia Ártemis

 O templo de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo, é mencionado várias vezes no livro de Atos. Por exemplo, o relato diz que o ministério de Paulo em Éfeso irritou um prateiro chamado Demétrio, que tinha um negócio próspero fazendo santuários de prata de Ártemis. Ele disse, com raiva: “Este Paulo tem persuadido uma multidão considerável, voltando-os para outra opinião, dizendo que não são deuses os feitos por mãos.” (Atos 19:23-28) Daí, Demétrio incitou uma multidão enfurecida, que começou a gritar: “Grande é a Ártemis dos efésios!”

Hoje, é possível visitar as ruínas de Éfeso e o local do templo de Ártemis. Além disso, inscrições antigas de Éfeso confirmam que se faziam ídolos em homenagem a essa deusa e que havia uma guilda (associação) de prateiros na cidade.

Profecias confiáveis

Cerca de 200 anos antes de Alexandre, o Grande, um profeta de Deus chamado Daniel escreveu o seguinte a respeito de potências que dominariam o mundo: “Eis que vinha um bode dos caprídeos desde o poente sobre a superfície de toda a terra, e ele não tocava na terra. E quanto ao bode, havia entre os seus olhos um chifre proeminente. E ele foi chegando ao carneiro dos dois chifres, . . . e vinha correndo em direção a ele em seu poderoso furor. E . . . passou a golpear o carneiro e a quebrar-lhe os dois chifres, e mostrou-se não haver poder no carneiro para se manter de pé diante dele. De modo que o lançou por terra e o pisoteou . . . E o bode dos caprídeos, da sua parte, assumiu ares de grandeza, em extremo; mas, assim que se tornou forte, foi quebrado o grande chifre, e passaram a subir de modo proeminente quatro em lugar dele, em direção aos quatro ventos dos céus.” — Daniel 8:5-8.

1. Alexandre, o Grande; 2. O Império Grego

A Bíblia predisse com precisão as conquistas de Alexandre, o Grande, e a divisão de seu império

A quem se referiam essas palavras? O próprio Daniel responde: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei.” — Daniel 8:20-22.

Pense nisto! Na época em que Babilônia era a potência mundial, a Bíblia predisse que as potências sucessoras seriam a Medo-Pérsia e a Grécia. Além disso, como já citado, a Bíblia declarou de modo específico que “o grande chifre” — Alexandre —, ‘assim que se tornasse forte’, seria “quebrado” e substituído por outros quatro, acrescentando depois que nenhum deles seria descendente de Alexandre. — Daniel 11:4.

Essa profecia se cumpriu em detalhes. Alexandre se tornou rei em 336 a.C. e, no período de sete anos, derrotou o poderoso rei persa Dario III. Depois, Alexandre continuou a expandir seu império até 323 a.C., quando morreu prematuramente aos 32 anos de idade. Ninguém sucedeu Alexandre como governante absoluto, e nenhum descendente seu assumiu o poder. Na verdade, seus quatro líderes mais importantes — Lisímaco, Cassandro, Seleuco e Ptolomeu — “se proclamaram reis por conta própria” e assumiram o império, relata o livro The Hellenistic Age (A Era Helenística).

 Durante suas campanhas, Alexandre também cumpriu outras profecias bíblicas. Por exemplo, os profetas Ezequiel e Zacarias, que viveram no sétimo e no sexto século a.C., predisseram a destruição da cidade de Tiro. (Ezequiel 26:3-5, 12; 27:32-36; Zacarias 9:3, 4) Ezequiel até mesmo escreveu que suas pedras e pó seriam colocados “no próprio meio da água”. Será que isso aconteceu?

Dois mapas de Tiro

Alexandre cumpriu a profecia bíblica ao usar escombros da parte de Tiro que ficava no continente para fazer um aterro até a cidade-ilha

Analise o que as tropas de Alexandre fizeram durante o cerco de Tiro em 332 a.C.. Elas ajuntaram as ruínas do que era a parte continental de Tiro e levaram os escombros para o mar para fazer um aterro ligando o continente à cidade-ilha de Tiro. A estratégia funcionou, e Tiro foi derrotada. “As profecias contra Tiro se cumpriram até nos detalhes mais precisos”, comentou um erudito do século 19 ao explorar o local. *

Uma esperança confiável

As conquistas de Alexandre não trouxeram um mundo pacífico e seguro. Depois de analisar o domínio da Grécia antiga, certo erudito comentou: “As condições básicas das pessoas comuns . . . não mudaram quase nada.” Essa situação pode ser observada com frequência ao longo da História e confirma mais uma vez a declaração da Bíblia: “Homem tem dominado homem para seu prejuízo.” — Eclesiastes 8:9.

No entanto, esse domínio deficiente não continuará para sempre, porque Deus estabeleceu um governo que é muito superior a qualquer forma de governo humano. Chamado de Reino de Deus, ele substituirá todos esses governos, e seus súditos terão verdadeira paz e segurança para sempre. — Isaías 25:6; 65:21, 22; Daniel 2:35, 44; Revelação (Apocalipse) 11:15.

O Rei do Reino de Deus é o próprio Jesus Cristo. Em contraste com os governantes humanos, que são indiferentes e gananciosos por poder, Jesus é motivado por amor a Deus e à humanidade. A respeito dele, um salmista predisse: “Pois livrará ao pobre que clama por ajuda, também ao atribulado e a todo aquele que não tiver ajudador. Terá dó daquele de condição humilde e do pobre, e salvará as almas dos pobres. Resgatará sua alma da opressão e da violência.” — Salmo 72:12-14.

É esse tipo de governante que você gostaria de ter? Então, não deixe de analisar a sexta potência mundial da história bíblica: Roma. De fato, foi durante o domínio romano que o predito Salvador nasceu e deixou uma marca indelével na História da humanidade. Leia o sexto artigo desta série abaixo.


Roma:

JESUS fundou o cristianismo, e seus seguidores levaram essa doutrina a outros países nos dias do Império Romano. Ainda é possível ver estradas, aquedutos e monumentos romanos em países como a Grã-Bretanha e o Egito. Essas ruínas romanas são reais. Elas nos lembram de que Jesus e seus apóstolos também foram reais, assim como as coisas que disseram e fizeram. A título de exemplo, se você caminhar pela antiga Via Ápia, talvez passe por um trecho que o apóstolo cristão Paulo percorreu na sua viagem a Roma. — Atos 28:15, 16.

História confiável

O registro bíblico sobre Jesus e seus discípulos faz várias referências a eventos históricos do primeiro século. Note a precisão com que o escritor bíblico Lucas registrou o ano em que ocorreram dois eventos muito importantes:  o início do ministério de João Batista e o batismo de Jesus — quando ele se tornou o Cristo, ou Messias. Lucas escreveu que esses eventos aconteceram “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César [29 d.C.], quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia e Herodes era governante distrital da Galileia”. (Lucas 3:1-3, 21) Lucas também mencionou outras quatro autoridades importantes: Filipe (irmão de Herodes), Lisânias, Anás e Caifás. Todos esses sete nomes foram confirmados por historiadores. Neste artigo, vamos analisar três deles: Tibério, Pilatos e Herodes.

Um busto de Tibério César

Busto de Tibério César: foto tirada por cortesia do Museu Britânico

Tibério César é uma das muitas autoridades romanas mencionadas no Evangelho de Lucas

Tibério César é bem conhecido, e representações dele aparecem em obras de arte. O Senado Romano o nomeou imperador em 15 de setembro de 14 d.C., quando Jesus tinha cerca de 15 anos de idade.

Uma inscrição contendo o nome de Pôncio Pilatos
Inscrição contendo o nome de Pôncio Pilatos

O nome Pôncio Pilatos aparece com o de Tibério em um relato escrito pelo historiador romano Tácito pouco depois de a escrita da Bíblia ser completada. A respeito do termo “cristão”, Tácito escreveu: “Christus, de quem o nome teve sua origem, sofreu a extrema penalidade durante o reinado de Tiberius, às mãos de um de nossos procuradores, Pontius Pilatus.”

Herodes Ântipas é conhecido como o homem que construiu a cidade de Tiberíades às margens do mar da Galileia. Ele também morou ali. Provavelmente foi em Tiberíades que Herodes ordenou que João Batista fosse decapitado.

Os relatos bíblicos também se referem a acontecimentos marcantes do período em que os romanos dominavam. A respeito da época do nascimento de Jesus, a Bíblia diz: “Ora, naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a terra habitada se registrasse; (este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria;) e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade.” — Lucas 2:1-3.

Tácito e o historiador judeu Josefo fizeram referência a Quirino. Na Biblioteca Britânica há um decreto de um governador romano que confirma esse recenseamento. O decreto diz: “Visto que chegou o tempo para se fazer um censo de casa em casa, é necessário obrigar todos os que, por qualquer que seja a causa, estiverem residindo fora de seus distritos a retornar a suas próprias casas.”

A Bíblia também menciona “uma grande fome . . . no tempo de Cláudio [imperador romano]”. (Atos 11:28) Josefo, historiador do primeiro século, confirma essa declaração. Ele escreveu: “A carestia [falta de alimento] era tão grande que muitos morriam de fome.”

 Além disso, em Atos 18:2, a Bíblia diz que “Cláudio tinha ordenado que todos os judeus se afastassem de Roma”. Uma biografia de Cláudio, escrita em 121 d.C. pelo historiador romano Suetônio, comprova essa declaração. Ele diz que, por ordem de Cláudio, “os judeus, sublevados [revoltados] constantemente . . . , foram expulsos de Roma”.

A Bíblia diz que, por volta da época da fome já mencionada, Herodes Agripa, vestido “da roupa real”, fez um discurso a um público fascinado, que gritou: “A voz de um deus e não de homem!” Depois, a Bíblia diz que Agripa morreu, “comido de vermes”. (Atos 12:21-23) Josefo também registrou esse acontecimento, com alguns detalhes adicionais. Ele escreveu que Agripa fez o seu discurso usando “um traje feito totalmente de prata”. Também disse que “uma dor severa . . . apareceu no seu abdome e começou de maneira muito violenta”. Segundo Josefo, ele morreu cinco dias depois.

Profecias confiáveis

A Bíblia também contém profecias impressionantes que foram escritas e se cumpriram nos tempos de Roma. Por exemplo, quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho, ele chorou e predisse como os exércitos romanos destruiriam a cidade. “Virão sobre ti os dias em que os teus inimigos construirão em volta de ti uma fortificação de estacas pontiagudas”, disse Jesus. “Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não discerniste o tempo de seres inspecionada.” — Lucas 19:41-44.

Mas os discípulos de Jesus teriam uma oportunidade para fugir. Como? Jesus lhes deu instruções específicas com antecedência. Ele avisou: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judeia, e retirem-se os que estiverem no meio dela [Jerusalém].” (Lucas 21:20, 21) É muito provável que os seguidores de Jesus tenham se perguntado: ‘Como fugiremos de uma cidade sitiada?’

Josefo registrou o que aconteceu. Em 66 d.C., quando um governador romano confiscou dinheiro do tesouro do templo por causa de impostos atrasados, judeus rebeldes enfurecidos massacraram as forças romanas e, com esse ato, declararam-se independentes. Mais tarde naquele ano, Céstio Galo, o governador romano da Síria, marchou para o sul com 30 mil soldados, chegando a Jerusalém durante uma festividade religiosa. Céstio Galo penetrou nos arredores da cidade e chegou a abalar a estrutura da muralha do templo, onde os rebeldes estavam refugiados. Daí, sem motivo aparente, Céstio Galo se retirou. Empolgados, os judeus atacaram o exército que batia em retirada.

Os cristãos fiéis não se iludiram com essa mudança de situação. Perceberam que tinham visto o cumprimento da impressionante profecia de Jesus: a cidade havia sido cercada por exércitos acampados. Com a retirada desses exércitos, os cristãos fiéis discerniram que era a hora de fugir. Muitos foram para Pela, uma cidade gentia politicamente neutra localizada nas montanhas do outro lado do Jordão.

O que aconteceu com Jerusalém? Os exércitos romanos voltaram, comandados por Vespasiano e seu filho Tito — desta vez, com 60 mil soldados. Eles chegaram à cidade antes da Páscoa de 70 d.C. e encurralaram os habitantes e muitos peregrinos que estavam ali para a festividade. Os exércitos romanos cortaram as árvores da região e construíram uma cerca de estacas pontiagudas, exatamente como Jesus havia predito. Uns cinco meses depois, a cidade caiu.

Arco de Tito em Roma
O Arco de Tito em Roma comemora a destruição de Jerusalém em 70 d.C.

Tito ordenou que o templo fosse poupado; mas um soldado ateou fogo nele, e não sobrou pedra sobre pedra do templo — precisamente conforme as palavras de Jesus. De acordo com Josefo, cerca de 1.100.000 judeus e prosélitos morreram, a maioria de fome e doenças, e outros 97 mil foram presos. Muitos foram  levados para Roma como escravos. Hoje, se você for a Roma, poderá visitar o famoso Coliseu, que foi concluído por Tito depois da campanha na Judeia. Também poderá ver o Arco de Tito, que comemora a conquista sobre Jerusalém. Não há dúvida de que podemos confiar em cada detalhe das profecias da Bíblia. Assim, é muito importante levarmos a sério o que ela diz sobre o futuro!

Uma esperança confiável

Quando Jesus estava perante o governador romano Pôncio Pilatos, ele falou de um Reino, ou governo, que “não faz parte deste mundo”. (João 18:36) Jesus ensinou seus discípulos a orar pedindo esse governo. “Nosso Pai nos céus”, disse ele, “venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra”. (Mateus 6:9, 10) Observe que o Reino de Deus fará com que a vontade Dele — não a vontade de homens orgulhosos e ambiciosos — seja feita na Terra.

Jesus governa como o Rei desse Reino celestial. E, em harmonia com o propósito original de Deus, ele transformará a Terra num paraíso global. — Lucas 23:43.

Mas quando é que o Reino de Deus intervirá nos assuntos humanos? Algo que ajuda a saber a resposta são as palavras do ressuscitado Jesus ao seu apóstolo João, que na época estava preso na ilha de Patmos, durante o domínio do imperador romano Domiciano, irmão de Tito. Jesus revelou: “Há sete reis: cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou, mas, quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo.” — Revelação (Apocalipse) 17:10.

Quando João registrou essas palavras, cinco “reis”, ou impérios, tinham caído: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. O que “é”, ou seja, que existia nos dias do apóstolo João, era Roma. Assim, faltava apenas um: a última potência mundial da história bíblica. Qual seria ela? Quanto tempo dominaria? Essas perguntas serão respondidas no próximo número de Despertai!.

EUA:

VIVEMOS numa época muito especial e marcante: período em que surgiria a sétima potência mundial da história bíblica. Essa potência é a única mencionada na Bíblia apenas de forma profética, visto que as seis potências anteriores constam no registro histórico da Bíblia. A respeito das sete potências, ou “reis”, a Bíblia predisse: “Há sete reis: cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou, mas, quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo.” * — Revelação (Apocalipse) 17:10.

Há pouco mais de 1.900 anos, quando essas palavras foram escritas, cinco desses sete “reis”, ou impérios políticos, já ‘haviam caído’: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. A expressão “um é” se referia a Roma. Mas o domínio de Roma não duraria para sempre. Ainda surgiria outro império. Mas a profecia dizia: “[Ele] ainda não chegou.” A profecia bíblica se cumpriu e o sétimo ‘rei’ surgiu no cenário mundial. Qual é a identidade desse ‘rei’? Será que ele dominará para sempre? Se não, como sairá de cena? A Bíblia nos dá respostas claras a essas perguntas.

Profecias confiáveis

A sétima potência mundial começou a tomar forma quando a Inglaterra, na extremidade noroeste do Império Romano, ganhou destaque. Na década de 1760, essa ilha já havia se tornado o poderoso Império Britânico. A Grã-Bretanha continuou a aumentar em riqueza e poder. No século 19, já havia se tornado a nação mais rica e poderosa do mundo. “O Império Britânico”, comenta uma obra de referência, “foi o maior que o mundo tinha visto”. Tinha “uma população de 372 milhões de habitantes e cobria uma área de mais de 28 milhões de quilômetros quadrados”.

No entanto, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) levou a Grã-Bretanha a entrar numa relação especial com os Estados Unidos, que haviam sido sua colônia. O resultado? O Império Britânico deu lugar à aliança anglo-americana, em muitos sentidos uma potência mundial dupla de língua inglesa que existe até hoje. — Veja o quadro  “Uma aliança especial”.

Uma “enorme estátua” em forma humana

 A profecia em Revelação 17:10 complementa outra profecia, encontrada no livro de Daniel. Ele escreveu sobre uma “enorme estátua” vista pelo rei babilônio Nabucodonosor numa visão dada por Deus. (Daniel 2:28, 31-43) Daniel revelou ao rei que as partes da estátua representavam a sucessão de impérios políticos que começou com Babilônia, a potência mundial dominante naquela época. (O Egito e a Assíria já haviam surgido e saído de cena.) A História confirma a seguinte sucessão::

A cabeça de ouro representava o Império Babilônico.

O peito e os braços de prata retratavam a Medo-Pérsia.

O ventre e as coxas de cobre se referiam à Grécia antiga.

As pernas de ferro representavam o Império Romano.

Os pés, uma mistura de ferro e argila, simbolizam a falta de união em sentido político e social durante o período da potência mundial anglo-americana.

Segundo Revelação 17:10, a sétima potência mundial “tem de permanecer por pouco tempo”. Que duração tem esse “tempo”? Como essa potência desaparecerá do cenário mundial? E o que acontecerá depois disso? Daniel esclarece essas dúvidas.

Uma esperança confiável

Depois de descrever a estátua já mencionada, Daniel escreveu: “Cortou[-se de um monte] uma pedra, sem mãos, e ela golpeou a estátua nos seus pés de ferro e de argila modelada, e os esmiuçou.” (Daniel 2:34) Qual o significado dessa visão impressionante?

Daniel continuou: “Nos dias daqueles reis [os últimos] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [terrestres], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” * (Daniel 2:44, 45) Veja estes pontos importantes:

  1. O Reino vitorioso, representado por uma pedra grande, é ‘estabelecido’ pelo próprio Deus, não por “mãos” humanas. Assim, é apropriado que seja chamado de Reino de Deus..
  2. O Reino de Deus “esmiuçará”, ou esmagará, todos os governos humanos, incluindo a sétima potência mundial. Por quê? Eles se negarão a renunciar ao poder e enfrentarão a Deus em uma última grande guerra, num lugar simbólico chamado Har–Magedon, ou Armagedom. A Bíblia deixa claro que essa  guerra envolve os “reis de toda a terra habitada”. — Revelação 16:13, 14, 16.
  3. Ao contrário dos governos humanos, que são transitórios — incluindo a sétima potência mundial —, o Reino de Deus “jamais será arruinado”. Além disso, ele governará a Terra inteira. — Daniel 2:35, 44.

A destruição dos inimigos de Deus será um cumprimento impressionante da profecia de Gênesis 3:15, mencionada no primeiro artigo desta série. Jesus Cristo, o “descendente” da mulher, esmagaria a serpente simbólica, Satanás, e seus descendentes. (Gálatas 3:16) O descendente de Satanás inclui todos os humanos que escolhem agir como o Diabo e promovem a ideia de que o homem deve governar a si próprio em vez de ser governado por Deus e Cristo. — Salmo 2:7-12.

Isso levanta uma pergunta muito importante: quando essa destruição ocorrerá? Ou seja, quando é que a “pedra” — o Reino de Deus — removerá todos os vestígios do governo humano? A Bíblia responde essa pergunta descrevendo um “sinal” que identificaria os últimos dias. — Mateus 24:3.

Reconheça “o sinal”

O sinal do fim inclui guerras mundiais, “grandes terremotos”, “pestilências” [epidemias] e uma grande “escassez de víveres” [falta de alimentos]. (Lucas 21:10, 11; Mateus 24:7, 8; Marcos 13:8) Outro aspecto que marcaria os “últimos dias” seria um sério colapso moral e espiritual na sociedade. (2 Timóteo 3:1-5) Já aconteceram “todas essas coisas”? (Mateus 24:8) Sim, tanto que muitas pessoas têm medo do futuro. O jornal The Globe and Mail disse: “Alguns dos nomes mais respeitados da sociedade e da área científica fazem previsões alarmantes, dizendo que a humanidade está chegando ao seu fim.”

No entanto, essas previsões estão erradas. A intervenção do Reino de Deus nos garante que a humanidade não será extinta. Quando Jesus Cristo descreveu o sinal do fim, ele disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) Será que essa profecia tem se cumprido?

Em mais de 200 países, os cristãos estão proclamando o Reino de Deus. O programa de ensino bíblico dos cristãos tem ajudado inúmeras pessoas e famílias a deixar de lado hábitos prejudiciais e a substituí-los por uma conduta pura e pacífica que está de acordo com os padrões de Deus. (1 Coríntios 6:9-11) Em resultado disso, milhões de pessoas no mundo todo estão confiantes de que receberão a proteção de Deus quando o Reino dele intervier nos assuntos da humanidade.

 Essas pessoas presenciarão então o cumprimento da oração-modelo de Cristo, às vezes chamada de oração do Pai-Nosso, que diz, em parte: “Venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10, Centro Bíblico Católico) Já se perguntou como será a vida na Terra quando todas as pessoas amarem e obedecerem a Deus? Seguem trechos da Bíblia que podem ajudá-lo a entender por que a expressão “boas novas” é apropriada.

Quando a vontade de Deus for feita na Terra . . .

Pessoas vivendo em paz
Sob o Reino de Deus, a Bíblia promete que a verdadeira paz prevalecerá
  • Haverá verdadeira paz, não apenas a ausência de guerra. “Deus . . . faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças ele queima no fogo.” (Salmo 46:8, 9) “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Salmo 37:11.
  • Haverá bastante alimento para todos. “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.” — Salmo 72:16.
  • Todos terão saúde perfeita. “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” — Isaías 33:24.
  • Todos terão uma casa confortável. “Hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá.” — Isaías 65:21, 22.
  • Acabará todo o sofrimento. “A tenda de Deus está com a humanidade, . . . e [Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Revelação 21:3, 4.

Você gostaria de ver o cumprimento dessas promessas? Então, os cristãos o incentivam a pesquisar a Bíblia mais a fundo. Por fazer isso, você descobrirá mais evidências de que o domínio cruel do homem está para acabar. Também descobrirá que a Bíblia merece toda a sua confiança e que ela é sem dúvida inspirada por Deus. — 2 Timóteo 3:16. *

  • Pedro Rocha

    oque esta faltado pro fim

    • Elender Góis Gallas

      pouca coisa. somente apocalipse 13 (já acontcendo) e 17